O que ganhamos com a Central Fotovoltaica Diogo Cão?

Atualizado: 12 de Jul de 2020

Vereador Tiago Malato agenda ponto de discussão política, como resposta à repetida indisponibilidade do Presidente para o fazer.


Tendo o Presidente António Pita informado o executivo sobre a presença do responsável pelo projecto de instalação de 400ha de painéis fotovoltaicos, na próxima reunião de câmara, o Vereador Malato tornou a afirmar o seu pedido de uma reunião prévia para a discussão política dos Investimentos fotovoltaicos no Concelho.


Mais tornou a lamentar a atitude prepotente do Presidente de Câmara que nunca em situação alguma trouxe qualquer informação concreta sobre a matéria, sendo nisso mais competente na sua página de facebook.


Embora António Pita afirme não ter condições para a discussão política, e se escuse no facto de não haver ainda qualquer decisão, o que é facto é que não concede qualquer partilha de informação ou discussão prévia sobre o assunto como seria natural num Executivo Municipal. Tanto mais grave quando falamos de um investimento com dimensão nunca vista em Castelo de Vide.


O Presidente decide sozinho e pensa o assunto sozinho comprometendo todos.

Por ver gorado o seu pedido, o Vereador Malato informou o Sr. Presidente que vai ele mesmo agendar a discussão sobre o assunto, e solicitou aos serviços toda a informação formal sobre o processo.

E avisou que se o presidente teimar em fazer a discussão política ao mesmo tempo da discussão com o empresário, a situação será feia e que toda a responsabilidade lhe será inteiramente imputada.





O que está em causa


A dimensão financeira e material do potencial investimento, na ordem dos 126 milhões de euros, obriga a que, no mínimo, o município discuta os eventuais proveitos para o território. Situação que o Sr. Presidente tem protelado, não dando espaço para a discussão política necessária neste órgão.


Afinal, essa é a missão do sector público a que pertence: ajustar os investimentos aos interesses também dos territórios e populações que serve.

É entender do Vereador Tiago Malato que essa não é a obrigação do empreendedor, que não tem de ser benemérito. Será natural que procure licitamente a maximização do investimento. E é no encontro entre partes que se pode conciliar a oportunidade de desenvolvimento.


Para se ter ideia, a central dos Tendeiros, investimento na ordem dos 6 milhões de euros, tem sede social em Lisboa nas Amoreiras. Quanto à geração de emprego nos Tendeiros todos nós sabemos o que quer dizer. Apresentada com pompa em Orçamentos Municipais, este valor nada tem a ver com o município nem sequer cá paga qualquer imposto.


O Vereador Malato, em momento anterior já tinha solicitado ao Presidente o esclarecimento interno da Autarquia, para que se possa determinar uma eventual torna a negociar . Note-se que estes investimentos intensivos em capital e com taxa de remuneração elevada, procuram o nosso território por este ter condições excepcionais no quadro nacional. Não vem mal ao mundo se pudermos dele beneficiar directamente algo mais que a paisagem moderna que a se concretizar, advém.


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