Os Manequins da Inquisição

Atualizado: Fev 22

O vereador Tiago Malato interveio no Período Antes da Ordem do Dia na última reunião de executivo municipal, acerca os manequins de figuração hiper-realista para a Casa da Inquisição:


"Em janeiro passado, fomos surpreendidos com imagens de alguns manequins residentes na casa da inquisição.

Deixando para lá a discussão do gosto tétrico, talvez próprio à evocação, interrogo-me mais com a construção daquela mise-en-céne. Em particular sobre os conterrâneos contemplados com a imortalidade a três dimensões.


Senhor Presidente, quero questioná-lo sobre este processo.

Quem definiu a forma de fazer a seleção e quem convidou os participantes? Foi aberto a toda a população ou só a amigos e conhecidos? Há alguém de Póvoa e Meadas? (Eu vi lá o Sr. Carolino, o seu assessor Bengala, a Beatriz… quem mais estará representado?).


O senhor Presidente referiu numa publicação “Um agradecimento a todos aqueles que se voluntariaram e têm dado literalmente o corpo a esta causa”, só pode ser voluntário quem tem conhecimento sobre a possibilidade. Eu lá em casa, se fizer um pudim às escondidas e não disser nada a ninguém, terei a oportunidade de ser o único voluntário a comê-lo, ou não será? Convidados ou voluntários? Fala no plural… quem convidou? Uma terceira convocatória… a primeira

e a segunda foi privada…O plural que usa é majestático! Como afirma, a decisão foi sua e apenas sua.


Creio que, sendo este um investimento público, deveria ter havido o cuidado de definir critério que pudesse à partida assegurar que qualquer cidadão que manifestasse interesse em figurar, pudesse ser escolhido, talvez por sorteio… a ser uma razão de seleção de "notáveis'', teria de subir, a bem da democracia, antecipadamente a esta Câmara. De qualquer forma, sendo um investimento municipal, não devia estar refém de simpatias pessoais."



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