44º aniversário do 25 de abril de 1974 - Intervenção de Isabel Carita


Intervenção da Presidente da Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas, Isabel Carita, nas Cerimónias Comemorativas do 44º aniversário do 25 de abril de 1974 Quero saudar: O senhor Presidente da Assembleia Municipal e na sua pessoa todos os membros da Assembleia municipal; O senhor Presidente da Câmara de Castelo de Vide e na sua pessoa todo o executivo da Câmara; O senhor Presidente da Junta de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas, assim como todo o executivo; Os senhores presidentes das Juntas de Santa Maria, Santiago e São João; Os Presidentes das Coletividades de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas. Quero também agradecer a participação da Banda nesta celebração na pessoa do seu Maestro; O Presidente do Lar de Nossa Senhora da Graça; O Senhor Comandante da Guarda Nacional Republicana; O Comandante dos Bombeiros e na sua pessoa agradecer a participação da Fanfarra nesta celebridade; Os meus colegas membros da Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas; Caros Fregueses e Visitantes,

Da esquerda para a direita: Tiago Malato, António Simão, António Pita, Isabel Carita, Ricardo Simão, Fernando Valhelhas, Cecília Oliveira

Se hoje aqui nos reunimos nesta solenidade é para celebrar e recordar que houve uma Revolução de Abril há 44 anos! Para alguns de vós, o 25 de Abril de 1974 é um facto histórico, aprendido nas escolas, nas histórias dos pais e dos avós. Para outros, a maioria dos que aqui estão, incluindo eu mesma, foi uma história vivida e que deixou memórias. Ter acontecido a Revolução de Abril em Lisboa foi algo tão avassalador, tão profundo, tão emotivo que ninguém em todo o país, desde os idosos às crianças, ficou indiferente e alterou a vida de todos nós. Hoje aqui estamos 44 anos depois. A pergunta que me surge é: O que queremos realmente celebrar? Após o 25 de Abril nem tudo foi fácil. A par de euforia, houve tensões políticas, sociais e económicas. O pós-revolução não foi um processo fácil. Fala-se muito dos Valores de Abril. Por vezes parecem lugares comuns, algo gasto. Mas que creio que é bom que os recordemos. São eles: a Liberdade, a Democracia, A Paz, a Justiça Social. Acho que todos concordamos que hoje temos LIBERDADE. Somos livres de ter opinião e de poder manifestá-la. Somos livres de escolher o nosso próprio caminho e de partir para onde bem entendermos. Valores estes que antes da Revolução de Abril não existiam, pelo menos não para todos. Hoje também somos uma República democrática. Podemos individualmente concordar ou não com quem nos governa. Mas a maioria vence e esse é também um valor da democracia que devemos respeitar. Quanto à PAZ, sim cumpriu-se! Felizmente há muito que deixámos de enviar os nossos jovens para uma guerra sem sentido, como aliás todas as guerras. Há muito que não se vive a angústia de os ver partir sem saber se voltariam ou como voltariam. Resta-nos a Justiça Social. Aqui encontramo-nos num campo que levanta maior controvérsia. Será que este Ideal de Abril se cumpriu. Muita gente dirá que não, pois todos conhecemos e vivemos a diário os problemas no ensino, na saúde pública, do desemprego e da precariedade, das pensões baixas. É verdade! Ainda há muito caminho para andar, ainda há muito para fazer. Mas será que melhorámos? Penso que sim! Comecemos pelo ensino. Hoje as taxas de analfabetismo são muito mais baixas, o nível de escolaridade da população aumentou, basta ver que hoje já quase não há famílias que não tenham entre os seus filhos e netos licenciados ou mesmo mestres. Como era isso antes da Revolução de Abril? Não era assim! O ensino era tão básico e o ensino liceal e universitário era um privilégio de muito poucos. Quanto à Saúde Pública. Queremos mais médicos, mais especialistas, mais rapidez. Sim! Mas mesmo com as falhas, hoje temos médicos, enfermeiros e especialistas. Aos quais antes da Revolução de Abril quase não se tinha acesso. Só se consultava um médico em último caso, porque as dores aguentavam-se e de resto recorria-se a mesinhas caseiras em busca de algum alívio. Recorria-se ao médico muito pouco e por vezes quando já pouco havia a fazer. No tempo de velhice dos meus bisavós, os idosos estavam relegados à generosidade dos filhos, após uma vida de trabalho duro. Não havia pensões. Hoje, pode não ser ideal, mas existem pensões e estruturas que impedem estados de abandono e indigência. Ainda no tempo da infância dos meus pais, o trabalho infantil era uma necessidade para a sobrevivência da família. As crianças cresciam rapidamente sem tempo para ser crianças. Tudo isto mudou! Pode não ser ideal, mas mudou para melhor! Hoje temos Paz, Democracia, Liberdade e maior Justiça Social. Mas com a liberdade, o poder de escolher, também acresce a responsabilidade individual. Aqui tomo o exemplo de alguém incontornável na história da Revolução de Abril – o Capitão Salgueiro Maia! Se primeiro a Revolução foi ideia, para ser realidade necessitou de Ação. E esse foi Salgueiro Maia. O homem de ação, o homem que agiu. Sem medo, tomando para si um direito que ainda lhe estava negado. Tomemo-lo como exemplo e no seu exemplo um legado. Para que tenhamos a coragem, também nós de tomar as rédeas das nossas vidas. Não esperemos que as oportunidades nos caiam à porta! É preciso agir, é preciso ação, usufruindo da liberdade de escolha, da liberdade de ação, da igualdade de direitos, da igualdade de oportunidades. Viva a Revolução de Abril! ​ Viva Portugal!

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