A crítica ao centralismo

Na reunião de Executivo Municipal do dia 3 de fevereiro, o Vereador Tiago Malato, no período antes da Ordem do Dia interveio para, mais uma vez, realçar a centralidade que existe no funcionamento do Município.


"Registar que há questões que gostaria de colocar, mas no respeito pelo momento que passamos, e onde temos de estar totalmente focados no impacto da pandemia em Castelo de Vide, e também por respeito aos presentes não o vou fazer hoje, deixando para uma próxima reunião, já com o presidente presente.


De facto, para além da Pandemia, o facto de se ter uma autarquia sobre o modelo centralizador do Presidente, tem também impacto na possibilidade de justificação ou não de decisões tomadas, e bem assim nas ordens de trabalho, cuja natureza, dimensão, riqueza ou pobreza dos assuntos a conhecimento trazidos, fala por si.


Como será claro de ver, não tem o que digo a ver com a qualidade e competência dos funcionários do município ou seus representantes mas sim na forma como se organiza, ou não, a hierarquia de decisão, a gestão e controlo de serviço, bem como os graus de autonomia.


Pessoalmente acredito que qualquer entidade deve trabalhar para tornar todos os seus servidores, sem excepção, substituíveis. De forma a que não seja posto em causa todo o organismo, à falta de um colaborador. É essa noção de estrutura e de funcionamento que, pessoalmente acredito, se deve impor a cada um. Assim haja coordenação para o efeito.


Pelo que sinto e vejo, não tem sido este o caminho seguido pelo Município."





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